Claudia Ferrari

Vou colocar aqui alguns artigos e insights que tenho publicado nos grupos de LinkedIn, Facebook e até noutros sites.


Vou chamá-los de LLC fazendo uma alusão aos Lessons Learned Card, ferramenta de know how que aprendi a usar dentro da  Valeo e aqui vou chamar de Lições Aprendidas da Claudinha...rsrs


Com esse advento da internet é bom ter onde escrever, pois mesmo que ninguém leia, você teve a oportunidade de expor o seu pensamento, ou seja, não ficou só na sua cabeça, rodeando seus pensamentos...

Caso você ler e gostar, se quiser me contar, eu ficarei feliz!

Se você não gostar, não faz mal, pode comentar também!

Uma vez escrito e publicado é como uma palavra dita, pode gerar efeitos benéficos ou adversos...mas o que realmente importa é poder escrever. 

Uma das melhores coisas que o homem já inventou é a escrita e a leitura!

Boa leitura para você!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com

 

Como saber se é hora de ir embora

 Comecei trabalhar aos 11 anos de idade numa loja de salgadinhos por quilo. Minha mãe era cuidadora de idosos e eu estudava de manhã e chegava da escola, almoçava e para não ficar vadiando ou perdida (era o medo que a minha mãe tinha), ela me arrumou esse trabalho.

Isso foi em 1983, naquela época, a gente podia trabalhar nessa idade, mesmo que sem registro... (muitas questões eram mais simples do que hoje em dia) e ninguém morreu por trabalhar tão cedo!

Eu não tinha opção de escolher trabalhar lá ou não, era uma determinação materna e, portanto, não discuta. Posso afirmar que o ambiente era muito bacana, minha patroa, a dona da lojinha me ensinou os primeiros conceitos de 5S e de meritocracia. Eu mantinha a loja limpa e organizada e no final do dia podia escolher um doce ou salgado da vitrine. Vida boa aquela, posso dizer que era um trabalho onde eu aprendia, me divertia e ainda ganhava bem.

Depois tive outras jornadas de trabalho, de 1983 até hoje já somam quase 34 anos.

Atualmente na minha vida profissional eu tenho o prazer de trabalhar em diversas empresas realizando trabalhos relacionados à consultoria, auditoria, treinamento, palestras e afins. E nas minhas andanças tenho oportunidade de sempre aprender algo novo e um desses aprendizados eu vou contar aqui para vocês.

Num café, conversando com o cliente e amigo Luis Pereira, trocávamos uma ideia sobre o que é que nos mantem felizes no trabalho e como sabemos se é hora de ir embora.

Ele disse: “A gente tem que considerar 2 de 3. Se a gente trabalha num lugar onde tem 2 desses 3 fatores, então a gente deve ficar. Se for 3 de 3 tem que ficar mesmo e agradecer por tanta riqueza. Já se for 1 de 3 ou 0 de três, então é hora de ir embora”.

Perguntei então quais são os fatores e ele explicou:

Fator 1 – o quanto você ganha em termos de remuneração e benefícios. Tem que ser do seu agrado, tem que te deixar satisfeito.

Uma dica minha aqui: Lembre-se que não adianta você ter qualificação na faixa de R$ 1.500,00 e dizer que não está satisfeito porque não ganha R$ 15.000,00. Tem que saber avaliar o quanto vale o seu trabalho, qual o seu peso em ouro!

Fator 2 – o quanto você aprende diariamente. Tem que todo dia aprender algo novo. Tem que ir embora ao fim do dia e poder dizer que aprendeu algo e que gostou do que aprendeu.

Uma dica minha aqui: Não se trata apenas de treinamentos formais, trata-se de aprendizados formais ou informais, aquele aprendizado que você teve só de ajudar alguém a fazer algo e acabou aprendendo uma nova tarefa, aquele curso externo, aquela palestra de SIPAT, aquele artigo no quadro da gestão visual, aquele novo produto, aquele colega que contou uma experiência bacana que teve, ou seja, você gostou do que viu, ouviu e sentiu.

Fator 3 – o quanto você se diverte na sua rotina. Tem que ser um ambiente agradável, com pessoas agradáveis, sem assédio (de qualquer tipo), transparente, simpático, alegre, prazeroso.

Uma dica minha aqui: Quando você está em casa se preparando para ir trabalhar, você está feliz em poder ir lá. Repito: você está feliz em poder ir lá, você sente gratidão, você se sente abençoado.

 

Então,

Se você conseguir 3 de 3, fica!

Se você tiver em 2 de 3, fica!

Se você tiver 1 ou 0 de 3, arrume suas trouxas e tire a bunda da cadeira!

Se você leu até aqui e acredita que seja impossível conciliar 2 de 3 ou 3 de 3 então seu problema não é o trabalho, você está precisando de uma reflexão maior na sua vida. Você está precisando parar, respirar e deixar que influências externas do ambiente lhe afetem tanto. Lembre-se que você é um ser divino e que tem poder para olhar para a vida além do que as pessoas querem que você veja.

Todos somos capazes de trabalhar num ambiente 2 de 3 ou 3 de 3, a gente só tem que parar de deixar os outros nos influenciar e acreditar que somos capazes sim de ser feliz no trabalho.

Vai lá e viva você mesmo!

Abraço!

30/09/2017 - Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

 

Leia também esses artigos:

O ovo frito no prato

Teste da balança

Mude a lente

Quando entendi o que é DISCIPLINA

Se você for procurar no dicionário o que é disciplina, encontrar definições como: Respeito a um regulamento; submissão ou respeito às regras, às normas, àqueles que são seus superiores etc.

Tendo trabalhado de 1987 a 2008 dentro de autopeças multinacionais eu sempre me via como alguém muito disciplinada, porém, alguns regulamentos, normas, regras e padrões que eu devia obedecer eu detestava, criticava, jogava contra, estimulava meus colegas a também detestar aquilo e sempre que podia boicotava. Sentia-me frustrada por ter que seguir tais regras bestas, idiotas, absurdas e ridículas... é... eu realmente não entendia e ficava muito muito irritada de ter que ser disciplinada.

Após 2008, quando comecei a minha carreira solo, durante minhas palestras, consultorias, treinamentos e auditorias tive e tenho muitas vezes que explicar um padrão, regra, critério, conceito para as pessoas e mostrar para elas a importância de ter disciplina. Olhando nos olhos de algumas pessoas eu me via, enxergando o quanto a pessoa achava aquilo inútil e desnecessário. Aqui entrou um grande desafio: como eu vou ensinar algo que eu não acredito?

O dilema era fazer as pessoas entenderem que disciplina era necessário, sem eu acreditar nisso.

Entendo que não dá para ensinar o que não se acredita, pois o bom instrutor, facilitador, coaching, professor, mentor ou chame como quiser precisa entregar ao aluno somente o que ele tem, se eu não tenho crença na disciplina, como poderia entregá-la?

Num dia de trabalho eu tive a oportunidade (não tô dizendo que foi bom isso!) de em menos de 24 horas pegar 4 voos por conta de conexões e como sou muito observadora eu prestava muita atenção em tudo o que a comissária fazia durante os inícios dos voos, todo o procedimento de checagem, orientação, instrução, aperta botão, fala com os passageiros, ensina sobre saídas de emergência, ensina sobre o cinto, ensina sobre celular, ensina sobre cigarro, ensina, ensina...

Como eu já estava de saco cheio de tanto ficar dentro de avião, já estava exausta e irritada de tanto ver aquele procedimento padrão e as comissárias fazendo aquilo de forma repetitiva, a cada decolagem, quando uma delas acabou o procedimento eu a chamei.

- Por favor, deixa eu te fazer uma pergunta: Você não fica irritada e de saco cheio de ficar a cada voo fazendo esse procedimento todo de forma repetitiva e monótona? Isso parece tão chato?

A moça, toda linda, arrumada, bem penteada, maquiada, bem vestida, sorridente, atenciosa (todas essas características fazem parte do trabalho dela, aliás, tenho amigas “aeromoças” que me contam que acordam de 3 a 4 horas antes de iniciar o turno para se produzirem antes de ir trabalhar, visto que faz parte do contrato de trabalho delas toda essa produção).

Virou para mim, respirou, sorriu e disse:

- Minha opinião não importa. Tenha um bom voo, com licença.

 

Ali, sentada, ouvindo ainda as palavras que saíram da boca da moça, eu tive um insight. NOOSSSSSSAAAAAAAAAA, AGORA EU ENTENDI O QUE É DISCIPLINA!!!!

E foi assim, realmente, A MINHA OPINIÃO NÃO IMPORTA! Se eu aceitei trabalhar naquela empresa, naquele departamento, naquela função, naquele processo, naquela descrição de cargo, naquele posto, naquela atividade, naquela tarefa, assinei um contrato de trabalho onde tive a oportunidade de ler todas as regras, padrões, critérios, procedimentos e rotinas, antes, durante ao após a minha contratação, EU NÃO TENHO QUE FICAR IRRITADA, EU TENHO QUE SEGUIR OS PADRÕES!

Tem gente lendo isso agora e dizendo....eeeeeeeepppppaaa! Não é bem assim, não, se a gente não questionar, a gente não melhora, a gente não evolui, a gente tem cérebro e precisa usar! Imagina só não questionar nada, se não questionar não tem melhoria...blá...blá...

Eu não estou dizendo que não é para questionar os padrões, eu estou dizendo que o padrão deve ser seguido e use os canais de melhoria para torna-los melhor, mas, enquanto aquilo é padrão, simplesmente CUMPRA!

Talvez essa DISCIPLINA não sirva para certos tipos de trabalho, mas, para todos os quais eu realizado, é muito necessário ter DISCIPLINA, é essencial.

Reforçando esse meu entendimento, li um post de uma pessoa que estagiou 6 meses na Disney. No seu relatório de estágio ela explica todas as maravilhas e também as dificuldades que teve durante esse período. Dentre tudo o que aprendi, para reforçar esse aspecto de DISCIPLINA, segue mais um exemplo que reforça o meu entendimento desse tema.

Ela conta que enquanto estava de folga podia transitar pelos parques como se fosse um cliente, aliás, se vestia, agia e curtia como visitante.

Quando chegava a hora de ir para seu posto ela tinha todo um preparo, na vestimenta, na maquiagem, no cabelo, na disposição, na educação, nas atitudes e ao iniciar o seu turno, independente de sua opinião, cumpria a cartilha das regras 100% conforme foi treinada (ou adestrada se preferir), sorrindo o tempo todo, de prontidão e auxílio no que fosse preciso, mesmo que isso implicasse em limpar o chão onde alguém derrubou um sorvete ou resolver qualquer situação onde o cliente precisasse de suporte. Ela explicava que ao final do seu torno estava exausta, não porque seu trabalho lá fosse cansativo, mas, pela sua preocupação em manter a DISCIPLINA, em seguir 100% das regras!

Concluo então esse tema compartilhando com quem lê o que penso sobre DISCIPLINA.

Você não precisa ter disciplina 100% da sua vida, na sua casa, na sua vida pessoal, você pode ficar despenteado, sem escovar os dentes na hora que acorda, usar meia furada, calcinha rasgada, cutucar seu nariz, ficar sem fazer a barba ou se depilar, guardar coisas fora do lugar, ou nem guardar, deixar seu carro sujo, sua bolsa bagunçada, sim, sim, você pode, porque nesses momentos, você não está trabalhando, você tem vida além do trabalho!

Mas, na hora do batente, por favor, cumpra o seu papel!

E, convém que não misture as coisas, porque, dentro da empresa, uma barba por fazer, sentar na cadeira como se tivesse no seu sofá, atrasar numa reunião, não entregar uma ação, descumprir qualquer regra, não faz parte do seu papel, não faz parte das regras, não faz parte do que você está sendo pago para fazer, isso posto, não misture!

PS: Não sou perfeita em DISCIPLINA viu, mas, me policio constantemente!  ;-)

02/04/2017 - Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

Teste da Balança 

Nesses dias de fechamento de ciclo, faça o teste da balança!

Coloque de um lado todas suas tristezas e do outro todas suas alegrias.

Como você imagina que seria o resultado? Umas das 3 opções abaixo?

Opção 1: Mais peso na tristeza.

Opção 2: Mais peso na alegria.

Opção 3: pau a pau.

Antes de continuar a ler, faça esse teste, mesmo que apenas mentalmente...


Veja abaixo o que você deveria fazer, conforme o resultado que deu.

Se deu Opção 2, simplesmente agradeça! Agradeça muito! Você é merecedor dessa alegria e sua energia atrairá cada vez mais alegria para sua vida! Seus esforços não foram em vão, não é sorte, é atitude!


Se deu Opção 1, Sinto muito por você, sinto mesmo!

Mesmo não te conhecendo, não desejo que ninguém tenha tido mais tristezas do que alegrias no ano que está findando. Conheço pessoas que este ano tiveram muitos motivos para querer morrer! Gente muito próximo a mim que perdeu uma filha de 10 anos. Eu não imagino tamanha tristeza! Gente que perdeu emprego, ficou doente, brigou com quem ama, muitas dívidas e muitas crises...gente que está muito triste agora, lendo esse texto...gente que está sem esperança...

Se você está assim, feche os olhos, respire fundo e ore!

Vai bem devagarinho sentindo que se você ainda está vivo é porque ainda tem como algo mudar na sua vida!

Mesmo que você não acredite, eu creio que ao seu redor estão amparadores que só aguardam sua oração para sua energia fluir da tristeza para a alegria. Peça a seus amparadores que lhe mostrem o caminho para colocar as coisas tristes na outra bandeja da balança. Peça forças para fazer isso...essa sua ação de pegar a coisa triste e movê-la para a outra bandeja automaticamente a tornará uma coisa boa...foi sua ação que transformou o ruim no bom! Você é capaz, creia!


Se deu opção 3: você errou, não existe essa opção! Nem que seja na quarta casa após a vírgula, vai pender para um dos lados, reveja isso!

Ninguém aqui neste planeta tem essa opção.

Somente Jesus era sinônimo de equilíbrio e estamos anos-luz para sermos como Ele!


Em 2017, de vez em quando, refaça o teste e lembre-se, mudar as coisas do lado da balança depende só de você!

Um 2017 maravilhoso!

16/12/2016 - Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

Onde foram parar os sapateiros?

Lembro que quando eu era criança que eu tinha três pares de calçados.

Uma conga vermelha, um sapato "de festa" e chinelo havaiana de sola verde. O chinelo eu mesma consertava, com arame, o sapato, não gastava nunca, pois pouco usava e quando ia usar descobria que não servia mais, daí dava embora para algum parente ou amigo com o pé menor. A conga a gente usava até furar no dedão ou embaixo, na sola. Daí tinha que esperar acabar o ano escolar para no ano que vem ganhar uma novinha. Quanta alegria, que cheiro bom que tinha uma conga nova!

Nos anos 80, os calçados de uma criança eram simples assim: três pares e funcionava bem o ano inteiro!

Prá que ter mais? Isso nem era cogitado!

Não havia um desejo constante de ter mais calçados... nem a angústia por não tê-los!

Lembro o quanto eu era feliz com tão pouco...

Pouco mesmo???

 Na verdade eu era feliz porque tinha o necessário!

Essa é uma primeira reflexão: ERA FELIZ PORQUE TINHA O NECESSÁRIO!

Lembro também que na minha família as pessoas tinham sapatos que eram frequentemente levados aos sapateiros.  Trocar a sola, o salto, fazer uma cola aqui, outra acolá e frequentemente me lembro de acompanhar minha mãe e minha avó até o sapateiro...lembro do cheiro de cola do ambiente, lembro da luz fraca pendurada por um fio, lembro da montanha de sapatos velhos empilhados nas prateleiras, lembro dos seus olhos vermelhos, roupa suja de cola e graxa, mãos com dedos fortes e com aparência de aspereza e unhas encardidas que nunca mais se limpariam.

Lembro que elas colocavam a sacola no balcão e tiravam 3 ou 4 pares de sapatos e pediam seus consertos, o sapateiro, olhava, fazia uma análise crítica da necessidade do cliente, dava seu preço e seu prazo.

Eu vi essa cena muitas vezes na minha infância e NUNCA, NUNCA, NUNCA vi o sapateiro dizer que não dava conserto. 

Hoje, 25 anos depois eu vi que um sapato meu estava descascado na ponta e como é um sapato de salto azul escuro, que eu uso para trabalhar em clientes onde eu tenho que me apresentar usando traje social, pensei, não pega bem ir com esse defeito, vou à cidade e levar no sapateiro.

Já foi um parto conseguir achar uma sapataria. Após procurar no Google e depois pedir algumas informações para balconistas no centro da cidade, encontrei uma sapataria aparentemente bem antiga, vi as prateleiras empilhadas de sapatos, porém, ao invés de um senhorzinho, havia uma senhorinha no balcão... por volta dos seus 70 anos de idade. Pensei assim, deve ser a esposa do falecido sapateiro.

Após cumprimentos pus o sapato no balcão. Ela disse: “Nossa, esse sapato é caro hein! Mas, não tem conserto não!!!”

Eu disse: É antigo, já tenho há uns 10 anos! Mas eu pouco uso e agora vi esse descascado na ponta, não dá para pintar?

Ela: “Esse sapato é muito caro!, mas, é ruim, é um sapato que não dá conserto...não tem como!

Eu insisto: Por que a senhora fala isso?  Não é só pintar novamente?

Ela: “Não, não, nem pensar... não dá! Não dá conserto! “

Eu insisto: Mas, não dá para fazer nada mesmo? Está seminovo!

Ela: “Se você pegar uma lixa, ligar a TV e ficar umas três horas lixando ele inteiro e depois que estiver todo sem tinta, trazer aqui, daí eu pinto!”

Eu (inconformada!) disse: O que? A senhora acha que eu tenho tempo para ficar lixando o sapato?

Ela: “E você acha que eu tenho tempo!? Acha que eu tenho três horas só prá ficar lixando o seu sapato?”

Eu (já irritada!): Eu pensava que numa sapataria, onde existe um profissional especializado em consertar sapatos esse serviço de lixar e repintar fossem possíveis!

Ela: “Não, não é possível!”

Agradeci e disse que iria procurar alguém para resolver isso (por dentro, xingando a falta de vontade da pessoa...).

Olhei no Google maps de novo, no centro da cidade, num raio de 2 km achei outra sapataria. Fui caminhando até lá, pensando na má vontade da mulher.

Chegando à outra, acreditando que encontraria o sapateiro da minha infância, vi outra mulher no balcão, nesse caso uma moça jovem, toda tatuada, cheia de piercing, fone de ouvido, mascando chicletes e então, pus o sapato no balcão, mostrei o defeito e adivinha o que aconteceu?

Ela: "Sinto muito, não dá conserto!"

Eu de novo: Por quê?

Ela: "Porque se eu pintar, vai descascar de novo...daí você vai reclamar..."

E eu: Você não tem tinta azul aí?

Ela: "É melhor você dar esse sapato embora e comprar outro... Esse já era!"

Eu: É seminovo, pouco uso... Não dá para passar uma tintinha azul na ponta descascada?

Ela: "Compre outro, esse já era!"

Saí desconsolada!

Fui numa papelaria, comprei uma tinta acrílica azul e pintei eu mesma!

Segunda reflexão: ESTAMOS NUM TEMPO ONDE MUITA GENTE É ESTUDADA, GRADUADA, PÓS-GRADUADA, MESTRADA, DOUTORADA, MAS, NA HORA DE PREGAR UM PREGO ENCONTRA DIFICULDADES IMENSAS PELO SIMPLES FATO DE NÃO ENTENDER QUE O CLIENTE FOI ATÉ LÁ PORQUE QUERIA CONSERTAR O QUE TINHA E NÃO SIMPLESMENTE COMPRAR UM NOVO.

Os profissionais de “antigamente” era gente que faz gente que resolve gente que não tinha muito estudo, mas, tinha muita prática, muita habilidade, muita vontade... Hoje, é até capaz de ter curso técnico ou faculdade de sapateiro, mas, o que o sapateiro de 1980 sabia esse aluno nunca aprenderá: o cliente não quer desculpas, o cliente quer o conserto.

Se você é um profissional, não importa sua área de atuação, quando alguém vier pedir ajuda para arrumar algo, pense muito antes de falar que não tem jeito, lembre-se que quem procura ajuda para arrumar algo não quer ou não pode ter algo novo, quer apenas poder continuar com o que tem, porém, consertado.

Não vamos nos sucumbir ao consumismo, sejamos simples e focados no necessário!

20/08/2016 - Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

O que aprendi enquanto muda!

Tô com dor de garganta desde domingo passado! Como fiquei quinta e sexta falando sem parar dando aula de FMEA e MASP, desde ontem à noite estou sem voz. Realmente sem voz, até cochichar está difícil.

Quem convive comigo está tendo o privilégio (raro) de me ver de boca calada (raríssimo)!

De ontem prá hoje e até agora eu não abri a boca, nenhuma palavra, nem com a Bela (minha cachorrinha), que está meio chateada com isso, fica olhando prá mim, estranhando muito minha atitude de não falar com ela; parece que é a única que não está gostando de me ver calada, será que é porque, com ela, normalmente o que eu falo são palavras de carinho, palavras doces ou então brincadeiras divertidas?

E com as pessoas, como teria sido se eu tivesse com o "poder da fala"?

Com as outras pessoas, certamente eu já teria dito algo que as desagradasse, como: "por que ainda não arrumou a cama? você já se cuidou? por que largou a luz acesa? pendurou a toalha do banheiro errado de novo! e essas roupas aqui no banheiro? por que não vem comer quando eu chamo? desliga esse videogame que já está tarde! você não vai dormir? escovou o dente direito? coma a verdura também! não beba tanto líquido com a comida! fecha a porta pro cachorro não sair! atenda ao telefone! nessa casa ninguém atende ao telefone!  senta direito! você sair hoje de novo? estudou? leu seu livro? por que só lê um livro de cada vez? etc. etc. etc. 

Eu não teria falado palavras de carinho, palavras doces ou então brincadeiras divertidas! Talvez, bem sutilmente um elogio ao cabelo, ao cheirinho, um boa noite eu te amo, mas, sem muita atenção, sabe! bem sutilmente, quase imperceptível ou inaudível!

Estou aqui trabalhando e resolvi escrever esse post prá compartilhar o que estou aprendendo com essas horas de mudez...se Deus me deu a capacidade de falar, especialmente com as pessoas que eu amo e quero bem, será que dá para eu ser mais doce, por mais carinho e usar a fala para agregar alegria à vida dessas pessoas? 

Já que Deus me fez perceber isso, vou orar a Ele que devolva minha voz o quanto antes, porque eu preciso muito dela e vou pedir para Ele me ajudar a lembrar desta lição aprendida para que eu ponha em prática usar a fala de forma mais amável!

Um beijo aos meus amados! smack! 

09/07/2016 - Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

Mude a lente!

Todo mundo tem problemas! Ah vá! Escrever o óbvio é fácil e desnecessário, mas, o óbvio, apesar de estar disponível, muitas vezes não o usamos em nosso benefício.

Esses problemas que nos atormentam o sono, nos desequilibram, nos adoecem, nos aborrecem, geram melancolia, stress, depressão, etc. não nos deixarão viver em paz.

Partindo dessa premissa, que mesmo que eu mate um leão outros virão, o que eu preciso fazer para não sofrer enquanto estou vivo?

Eu tenho tentando várias coisas, desde muita oração até o uso do f... (esse último com frequência), mas, tenho percebido que alguns problemas persistem, agora mesmo estou com alguns que me atormentam há uns 5 anos.

Estou tentando uma nova técnica: MUDAR A LENTE!

Você já usou um microscópio? já usou um binóculo? Já colocou óculos com lentes coloridas? Eu estou trocando a lente toda hora, estou olhando para o meu problema com lentes diferentes, de ângulos diferentes, de perto, de longe, de lado, de cima, debaixo, de várias formas, quando é possível peço para outra pessoa olhar para o problema e me dizer o que vê...

Não aceito que o problema não tenha solução!

Eu quem ainda não encontrei a lente certa!

Vai lá, troque a lente! Com a lente certa você enxergará a solução! 

SUCESSO!

10/06/2016 - Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

O Divino

Hoje tive uma oportunidade de aprendizado muito enriquecedora.

Eu e você também;  já ouvimos e conhecemos diversas teorias sobre a vida, quem somos, de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos. Acredito que existam mais versões do que seres humanos para esses temas.

Seria tão bom, quando nascessemos aqui na Terra tivéssemos um procedimento a seguir do tipo assim: sua missão é : blá e pega aqui sua cartilha e segue todos esses passos que vai dar tuuuuuuuuuudo certo! Você vai viver até o dia tal e quando desencarnar terá cumprido sua missão terrena. Pensou? Será que seria bacana assim? Já saber tudo o que vai acontecer a cada respirar? 

Maaaaaaaas, o Criador não fez desta forma e do meu ponto de vista, nenhum ser humano sabe responder porque Ele não nos deu a cartilha. Não me venha com livros, pergaminhos, descobertas arqueólogas, histórias e religiões milenares, cada um acredita no que quer, maaaaaaaaaaas, de fato, quem sabe a verdade?

Hoje tive uma oportunidade de aprendizado muito enriquecedora.

Fez muito sentido para mim o que vou compartilhar com vocês.

Aprendi o seguinte: 

"O ser humano é Divino. Quando o Criador nos fez, fez à sua imagem e semelhança. Você sabia que dentre os animais a nossa espécie é a única que evolui a cada nova geração? Ele quer que seja assim, Ele nos deu essa habilidade de, ao longo dos anos, cada vez que nascemos como humanos, estarmos cada vez melhores, mais aptos a usar esse tempo aqui na Terra para aprender o que temos que aprender e poder assim evoluir. É como se o espírito, cada vez que encarna viesse para a escola fazer um estágio para depois desencarnar, e voltar noutra vez para aprender outra coisa, e assim, desencarnar e voltar para aprender outra coisa...e assim vai...até chegar um ponto que não precisa mais encarnar aqui. E como não estamos todo no mesmo estágio, ficamos as vezes muito tristes e deprimidos com o que vemos. Somos muitos e dentre nós, enquanto encarnados, existem alguns muito rudimentares, primitivos e outros elevados e sublimes. Temos que andar juntos para podermos aprender, pois é para isso que esse planeta existe. Para nos ensinar a evoluir. Todos temos que ter essa chance. Nascemos 50% Divinos, a mais pura essência da natureza do bem, do amor, da perfeição e depois, os outros 50% de nós é definido por fatores de influência terrena, nossa criação, família, amigos, ambiente, oportunidades, opções, escolhas, etc. O nosso desafio é não nos desviarmos deste 50% de divindade e a cada dia de nossa vida aumentar esse %. Quando chega o dia do nosso desencarne e estirvemos com 50%+x% quanto mais perto de 100% estivermos, melhor! Então, busque em sua vida compreender que você é o Divino. O Divino está em você. Você é feito de Luz e quando entender isso, começará a 51, 52, ...e quando além de compreender começar a agir de forma que essa divinidade possa fluir através de você, agradecendo por tudo o que você recebe e vive, então 53, 54...e começar a colher os frutos do universo devido você estar alinhado com o Todo Poderoso...55, 56...e você começa a fazer sua Luz também banhar outros seres...57, 58...siga em frente pois o Divino está em você!!!" 

Senhor Bom Deus, faça com que eu sempre lembre disso:

O Divino está em mim! Sou feito de Luz! 

22/04/2016- Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

O que você vai ser quando crescer?

Estou com 44 anos. Considerando uma expectativa de vida de 75,2 anos, o que esperar dos próximos 31.2? 

Eu tenho planos e na medida do possível irei realizá-los! Coisas acontecerão que irão atrapalhar os meus planos e outras coisas acontecerão que irão mudá-los ou nem faziam parte deles, mas, serão coisas boas! Na verdade, não temos domínio sobre o futuro e apenas temos planos sobre o futuro!

Lembro-me quando eu era criança e alguém me perguntava "o que você quer ser quando crescer", as respostas foram muitas e mudavam ao longo do tempo, bailarina (kkk! mal sabe dançar quadrilha), médica (ah...quem nunca sonhou em ser médico?), aeromoça (que chique, tanto glamour, lindas, barbies do ar!), professora (epa, e não é que eu sou, pelo menos em partes!), cientista (sabia lá o que significa isso)? secretária (e, fui induzida na época a fazer o técnico em secretariado, uma profissão de futuro!, affeee)...e quando chegou a hora de prestar vestibular, prestei diversos, para veterinária e administração. TUDO A VER, né? hoje, administradora profissional e veterinária frustrada! Mas, saiba que ainda planejo fazer veterinária...será que nesta vida eu ainda concluo esse sonho? 

Bom, mas, chega de falar de mim, vamos pensar nos jovens que estão chegando nesta fase de escolher "o que quer ser quando crescer", eu tenho a alegria de conviver com alguns adolescentes e vez ou outra conversamos a respeito, olhe o que tenho ouvido: eu vou ser tatuador...eu vou ser professor de história...eu vou ser médico...eu vou ser publicitária....eu vou ser desenhista de moda...eu vou ser biólogo...eu ainda não sei o que eu vou ser...

E eu, chatesicamente pergunto: mas, isso que você está querendo ser, dá dinheiro? vai te ajudar a ter sua própria casa, seu carro, é uma profissão que vai te sustentar? sustentar sua família no futuro?

Eles me olham com uma cara do tipo: PRÁ QUE ESSA SUA PERGUNTA? E a cara continua assim: EU NÃO VOU FAZER ISSO PARA TER AQUILO....E a cara continua: EU VOU FAZER ISSO PORQUE É ISSO QUE EU GOSTO DE FAZER!

Depois de algumas poucas palavras que ainda trocamos, o que fica é: eles pensam em fazer o que gostam e não num meio de sustentar um futuro que não existe.

A minha geração e as gerações anteriores à minha, entre 15 e 20 anos pensava assim: eu preciso de uma profissão/trabalho para eu conseguir ter minha bicicleta, minha moto, meu carro, minha casa/apartamento para depois eu casar e poder ter meus filhos e sustentar minha família. 

E hoje o que eu tenho ouvido é: eu vou fazer isso porque eu gosto disso. No máximo você vê um horizonte que fala de viagens...

Tão mais simples pensar e viver no agora, não é?

Quem tem o sonho de ter uma casona? carrão? jóias? ostentação? 

Essa geração moderna que já nasceu dentro do luxo (sim, posso chamar de luxo o que damos aos nossos fihos de hoje), não tem pretensões de ter, eles só querem curtir...viver...estar...fazer...gozar...usufruir...

Eu queria ter 17 anos agora!

Como isso não é possível, vou fazer da minha missão ajudá-los a cumprir a deles!

E assim caminha a humanidade...

1/04/2016- Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

A habilidade de não reclamar

"Não tá fácil prá ninguém, né?", "Tá difícil, muito difícil!"

Frases tão comuns e tão usadas diariamente... Eu mesma as usava com frequência. 

O hábito de reclamar é forte e coletivo, é como um bocejo, quanto mais gente fazendo isso perto de você, mais você sente necessidade de fazer também.

Será que os animais também reclamam entre si? Será que eles não reclamam porque não sabem falar ou será que não possuem esse hábito? Será que eles aceitam a vida como ela é, a situação em que se encontram, os recursos que possuem, ou será que eles sofrem calados?

Eu estou fazendo um exercício diário de (tentar) não reclamar.

Minha cabeça dói e eu primeiro bebo água, respiro mais profundamente, esfrego as têmporas e os dedos, se não passar a dor eu tomo um analgésico, daí passa. Paliativo eu sei, mas, tem resolvido. Noutras épocas eu já teria dito para qualquer coitado que tivesse perto de mim: “ai senhor, que dor de cabeça, pqp viu! Blá, blá, blá!”

Estou sem grana, com dívida, com problemas financeiros, quero comprar umas coisas e não tenho grana, quero ir viajar e não tenho grana...CREDO!!! JÁ TÁ RECLAMANDO!!!

Então, tô tentando não reclamar, porque esse lance de não ter grana é um problema meu e ficar reclamando não vai resolver o problema!

Olha o lance aí: FICAR RECLAMANDO NÃO RESOLVE O PROBLEMA!!!

O que resolve então? Se reclamar não serve para nada além de reforçar as energias negativas e aporrinhar o saco de quem está por perto ouvindo suas lamúrias...

O que eu faço então quando algo me incomodar? O que eu faço ao invés de reclamar?

Use sua cachola, pense em como resolver aquele problema, busque a causa, busque alternativas, busque soluções, mesmo que temporárias ou parciais, faça alguma coisa ao invés de reclamar!

Você precisa entender que, para quem ouve, a reclamação é muito chata; Não reclame! Porque isso vai fazer as pessoas sentirem pena ou raiva ou até ódio de você!

Mesmo os que te ajudam, no fundo preferriam não ter que te aturar, acredite!

Se você não consegue ver uma saída, entenda que é porque você pode não estar preparado para aquela solução ou aquela solução que você imagina não é a mais adequada ou também pode ser adequada, mas, não naquele momento. 

O que eu tenho feito para tentar não reclamar e também não sofrer enquanto a solução não vem é “visualizar sinais” ou então “trocar as lentes” e tudo isso somado à minha fé de que Ele está por mim.

Penso que Ele é muito ocupado, então evito ficar reclamando para Ele também!

Pare um pouco e pense: dentre todas suas habilidades, você é capaz de não ficar reclamando?

Faça um exercício nas próximas 24 horas! Você consegue!

Depois torne isso um hábito!

Faz bem para você e para quem está perto também! 

06/02/2016- Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

 O que você pode mudar sem precisar de ninguém

Como eu dirijo muito, em média 500 km/semana eu fico muito tempo dentro do carro e portanto consigo ouvir boas horas de rádio. Eu estava com o hábito de ouvir CBN, BandNews, Jovem Pan Notícias diariamente. Conforme o que estava sendo comentado ou noticiado eu ficava alternando essas 3 rádios o tempo todo enquanto dirigia. Resultado: comecei a me sentir muito deprimida. Notícias ruins somadas a outras ruins, somada a propagandas sem sentido e a comentários que não agregam nenhum valor à minha vida.

Depois das festas, mais precisamente ante ontem eu retomei a rotina de ouvir rádio e estava entrando novamente nessa vibe. Ontem cheguei em casa muito deprimida e me perguntei: o que está acontecendo? Por que eu estou assim? E eu respondi: Credo! Eu tenho saúde, tem trabalho, está tudo bem com minha família e com minha vida, por que eu estou tão deprimida??? Diante dessa análise eu concluí: o que eu ando ouvindo está me fazendo mal.

Então, hoje já tomei uma providência, deletei as rádios deprimentes e só vou ouvir música a partir de agora, salvei Nova Brasil FM e ainda estou sintonizando algumas outras rádios com os estilos de música que me fazem bem. Estpu também revendo meu pendrive!

Fiz uma análise de risco: Será que eu não vou ficar desatualizada por não ouvir mais as rádios de notícias? E respondo: o que eu tiver que ficar sabendo chegará até a mim....o resto das notícias, que na verdade são mais comentários inúteis e negativos do que algo que agregue algum valor para mim ou para a minha rotina não vou mais ouvir!

São pequenas decisões , como este exemplo que tornam nossa vida melhor! 

A gente quer mudar muita coisa o tempo todo, mas são poucas as  pessoas que conseguem tudo o que desejam.

Não conseguimos as coisas que queremos ou porque nos falta recursos ($$$) ou porque nos falta a interface certa (network) ou porque não nos mexemos (inércia) e ficamos à espera de um milagre. 

Eu não consigo mudar tudo o que eu quero!

Mas, as coisas que eu posso mudar, eu vou. O que depende só de mim, eu vou mudar! Essa decisão sobre o que eu vou ouvir é minha e já decidi! Só vou ouvir o que me faz bem! 

Pense nisso: de tudo o que você quer mudar na sua vida, pense: o que é que depende só de mim? faça essa lista e comece a agir por aí! 

06/01/2016- Claudia Ferrari – claudia.ferrari27@gmail.com – www.claudiaferrari27.com.br

O padrão x a motivação em relação à higiene no ambiente de trabalho

A ISO 9001 de 2015 define em 7.1.4. - Ambiente para a operação dos processos

"A organização deve determinar, prover e manter o ambiente necessário para a operação dos processos e alcançar a conformidade dos produtos e serviços. Nota: Ambiente de operação dos processos pode incluir físico, social, psicológico, ambiente e outros fatores (como temperatura, umidade, ergonomia e limpeza)."

Já sabemos que Nota não é requisito e sim esclarecimento, uma pena.

Sabemos também que quem define o padrão do ambiente é a empresa, bem como a infra-estrutura, os recursos de manutenção, limpeza, ordem, higiene.

Mas, observe essas duas fotos: 

 Você nota alguma diferença entre elas?

São vasos sanitários de banheiros femininos de duas empresas diferentes, ambas certificadas em ISO 9001.

Ambas consideram que o ambiente está adequado e conforme. Que o padrão está OK.

O que você pensa a respeito?

Em qual dessas empresas você teria maior satisfação e motivação para trabalhar?

Qual delas traz implicitamente a informação de que “sim, estamos preocupados com seu bem estar, com sua saúde, com sua dignididade, com sua higiene, com a limpeza. Sim, gastamos com manutenção e limpeza pois sabemos que isso é BÁSICO para o trabalhador poder fazer um bom trabalho! Sim, cuidamos de você porque queremos lhe dar uma boa condição de ambiente de trabalho para você poder dar em troca o melhor de si em termos de qualidade do seu trabalho!!!

Podemos ouvir o seguinte: “ah...não adianta mantermos limpo, em perfeita ordem de manutenção e organizado, o povo aqui é porco e suja e quebra tudo!!!” , “toda vez que arrumamos, alguém vem e quebra”, “se faz assim aqui, imagina na casa”, ou então “na casa deles não faz porquice, senão apanha e vem fazer aqui na empresa”...

Vamos apertar o f..???

Peraí gente...se eu quero um ambiente saudável eu crio um ambiente saudável. Todos deverão se adaptar ao ambiente saudável, todos tem a capacidade de se adaptar. A natureza já comprovou isso...quem não se adapta está extinto!

Então, por favor, não use desculpas esfarrapadas para não cuidar do ambiente de trabalho da sua organização! O gestor da empresa que mantém uma tampa de vaso sanitário quebrada, o chão encardido, não recolhe o lixo (ainda que tinha papel hein), francamente, precisa elevar seu padrão de condição de ambiente adequado para motivar os colaboradores.

Será que ele se preocupa com isso?

Deve estar pensando: “é isso o que eu vou oferecer...se quiser pega, tem muita gente precisando de emprego e eu substituo você rapidinho”...

Você quer trabalhar numa empresa dessas?

Eu tenho certeza que da mesma forma que ele lhe descartaria, você não pensaria duas vezes em seguir para uma nova oportunidade.

Comprometimento ZERO, dos 2 lados!

Então, se quer que eu fique, cuide de mim!

Se quer que eu me comprometa, cuidade do ambiente onde eu vou trabalhar!

Eu não quero luxo não, não precisa de louça sanitária “de marca” ou granito no chão, ou papel do mais caro e mais macio...assegure o básico! O simples! O óbvio!

Eu vi as carinhas das pessoas que trabalhavam nas duas empresas...eu vi seus semblantes, suas energias, eu vi...

Então, pergunto: como fazer o padrão se elevar? Como fazer quem não quer ver começar a enxergar?

Dá para aprender isso com amor ou só pela dor?

Quanto tempo precisamos para nivelar os padrões por cima?

Eu tô cansada de fazer perguntas aqui...precisamos de mais ATITUDE!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com - Jan-2016

O lado bom e o lado ruim do "não sei"

Antes de começar a ler esse artigo faça uma reflexão do motivo que o está levando a ler esse artigo aqui e agora. Não leia sem saber responder o motivo que está levando você a ler isso. Se sua resposta for “não sei o motivo” nem comece a ler. 

Eu não fico uma semana e se for observar bem de perto talvez nenhum dia sem dizer ou ouvir a frase “não sei”. Essas duas pequenas palavras servem de escudo, de esquivo, de saída para quem não quer ou não pode continuar com aquele diálogo por algum motivo.

Nessa era virtual onde tudo e todos acreditam saber sobre tudo e sobre todos vivemos sob tantos estímulos visuais, audiovisuais, redes sociais, rapidez constante, necessidades imediatistas, soluções que não resolvem nada, decisões que se alteram constantemente, afinal, nada é perene, nada é sustentável, ninguém é responsável de fato pelos fatos e diante disso tudo, caso alguém me coloque numa situação difícil de responder eu digo: “não sei”, afinal, eu não tenho que saber de tudo! Se você quer saber sobre isso, vá à internet, pergunte ao Google. Não sei por que você acha que eu saberia responder sobre isso, por favor hein! Não me aborreça com suas perguntas se você poderia ter descoberto a resposta sozinho, apenas com algumas digitadas no seu teclado virtual!

Tem muita gente falando sobre tudo ou sobre nada, muita gente ganhando dinheiro por simplesmente gravar vídeos falando sobre suas próprias vidas, seus medos, suas alegrias e acreditem, ganham dinheiro fazendo fama através desses vídeos e até posteriormente escrevendo livros para representar alguma intelectualidade sobre o tema. Você sabe por que as pessoas estão fazendo isso? Eu me espanto! Será que ainda dá para se espantar com algo? A humanidade está indo para onde? Você sabe?

Não saber é algo bom ou é algo ruim?

Reflita um momento e você responderá: Depende. Tem coisas que é melhor não saber e outras que seria muito bom se soubéssemos.

Precisamos mesmo saber de tudo? O tempo todo? Sobre tudo?

O fato é que quando alguém te pergunta algo acredita que você terá a resposta, acredita que você sabe responder sobre aquilo. Será? Será que a pessoa não perguntou apenas para puxar papo? Para ter o que falar contigo? E você grosseiramente diz “não sei” para não dizer algo como: cala a boca e não dirija a palavra a mim! Não percebe que não estou a fim de falar sobre isso!

Eu tenho usado muito o não sei e refletindo a respeito. Uso muito mais porque eu não quero responder do que por não saber a resposta. Olha que pessoa ignorante! Por que não quer responder? Porque é muito ocupada! Está navegando na internet ou está trabalhando muito (será?) ou está estudando para uma prova (será que está aprendendo ou só estudando?). Está muito ocupada e não tem tempo para ficar ouvindo perguntas sem sentido! Eu não sei se é por causa de falta de tempo! Existe falta de tempo?

Se fossemos um programa de computador, o “não sei”  funcionaria como uma falha de programação, uma interrupção de logaritmo. Uma lógica inacabada.

Ah... Ia dar muito trabalho raciocinar sobre a pergunta, sobre o contexto, sobre o que está implícito além das palavras que vieram na pergunta falada ou digitada, então, se eu não estou a fim de raciocinar, de observar o que está acontecendo nesse momento real, eu lasco um “não sei” e ele funciona como um ponto final.

Às vezes a pessoa que pergunta é considerada chata ou inconveniente, então eu dou um “não sei” e viro as costas. Ai que alívio ter me livrado dela sem ter que ficar conversando. Que benção que foi esse “não sei “ e ainda o emiti com uma carinha de peninha, tipo assim, sinto muito por não saber... Só faltou mandar um beijo para mostrar o quanto você se importou com a pergunta que ficou no vácuo.  Você achou isso cruel? Já recebeu um “não sei” desses ou já foi cruel de usar esse recurso? Pensa aí... Você vai ver que já esteve dos dois lados deste “não sei”.

Agora você está lendo esse texto e se perguntando. Por que eu comecei a ler este artigo? O que foi que me chamou a atenção para começar essa leitura e ter chega até esse ponto... Onde será que vai acabar esse artigo. O que é que eu estou procurando? Resposta para qual pergunta? Você sabe?

Pare de  ler um momento, feche os olhos, respira fundo e reflita. O título deste artigo é: “O lado bom e ruim do “não sei””. Por que você quis ler esse artigo? Qual resposta você procura?

Se você começou a ler simplesmente porque é bacana ler artigos na internet que foram publicados neste site, pensando assim: “ isso faz de mim uma pessoa bem informada, não importa o que eu estou lendo, o importante é que eu leio os posts desse site bacana que tem tudo a ver com minha network”. Ou foi por causa da imagem? O que tem a ver a pena com o texto? Deve ter algum significado? Qual será?

Ou então, refletindo você pensa assim ( vai, feche os olhos e pense): “eu comecei a ler porque quero saber, quero saber qual é o lado bom e ruim do “não sei” eu quero saber por que não quero que ninguém saiba que eu não sei.”, ou ainda: “estou à toa, estou lendo de curioso, mas, nem estou tão curioso assim, estou lendo por que... eu não sei”.

Está fazendo algum sentido tudo isso para você? Nossa!!! Parecem tantas ideias desconexas... Que loucura que é esse artigo!  Está confuso? Será que o desejo da autora não é lhe confundir para você começar a pensar sobre o tema? Para começar a pensar no quanto você sabe e no quanto não sabe ainda sobre o que está fazendo com o seu saber?

Esse é o lado ruim do “não sei”, não saber por que você está fazendo algo. Tudo o que você faz precisa de um motivo para estar sendo feito. Se você está usando o piloto automático na sua vida ou está apenas sendo mais uma engrenagem do sistema, sem saber o motivo de suas ações, das mais simples como levantar da cama de manhã (ou a hora que você quiser ou puder), decidir se vai escovar os dentes ou não hoje, se vai ir para algum lugar fazer alguma coisa, qual o motivo de tudo isso? O que te move? O que te faz agir? Se você se move, se você faz alguma coisa é porque quer que algo aconteça. Nada acontece se não tiver alguém fazendo algo antes. Pense nisso. Se você não sabe o porquê está fazendo algo, você não deveria estar vivo!

Você não tem que ter certeza do que acontecerá amanhã ou daqui a alguns segundos, mas, você tem que saber a resposta do que está acontecendo agora. Se uma pessoa chegar para você e perguntar sobre algo do agora, você tem que saber sim a resposta, ainda mais se quem estiver envolvido no fazer for você. Se você não souber a resposta não diga não sei, diga assim: eu acredito que..., e desejo que...., eu imagino que..., mas, não responda não sei. O não sei demonstra que eu não posso contar com você, que seria melhor você não existir mesmo. Não seja inútil, não diga não sei. Se você deseja usar muito o não sei, faça assim então: não sei ainda!

E o lado bom do “não sei”?

Não existe o lado bom do não sei. Não é bom não saber e não é bom dizer para os outros que você não sabe. O nosso cérebro nos foi dado para que o usemos, precisamos alimentá-lo de saber, o saber não ocupa espaço. Precisamos de conhecimento e de discernimento para usar o conhecimento que formos adquirindo ao longo da vida. Não vou ficar explicando muito sobre o lado bom do não sei. Eu sei que não existe lado bom aqui.

Desde o momento em que somos gerados começamos a nossa viagem do saber, durante nossa vida terrena, sobre a qual sabemos que não existe um dia certo para acabar e sabemos que a morte do corpo é certa e que temos a missão de saber e saber cada vez mais.

Então, quando você acreditar que a resposta para uma pergunta é “não sei”, por favor, não faça isso, responda o que sabe a respeito e no máximo responda “não sei ainda” ou ainda “não quero saber”, o que pode ser uma boa decisão se você não tiver preparado ou amadurecido o suficiente para assimilar aquilo naquele tempo.

Concluindo o raciocínio afirmo que tudo o que você pode e vai saber ao longo de sua vida dependerá de sua habilidade de usar a seu favor o aprendizado. Lembre-se que sua capacidade, até onde sabemos, é ilimitada.

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com - Dez-2015


O equilíbrio está no meio! Já ouviu essa frase?

Todas as culturas, crenças, religiões buscam dentre suas premissas, diretrizes, escritas, mandamentos, leis e regras deixar claro que não podemos nem pender para o pouco e nem buscar os excessos. 

Assim é no que se come, no que se veste, no que se fala, no que se compra, no que se vende, ou seja, em tudo na nossa vida. O simples fato de limpar a orelha requer o tal do "equilíbrio que está no meio", não limpe só a beiradinha que o pessoal vai ver sua cerinha, não cutuque fundo, senão você pode furar o seu tímpano! 

Hoje, no trânsito, um barbeiro me atrapalhava e eu gritei irritadinha (mas, só quem estava no carro comigo que ouviu: "saí daí macaco!") então, ouvi do meu filho, vindo do banco de trás "mãe, ele não era preto!"...você percebe que absurdo que foi isso? 
Eu ensino tanto aos meus fihos que não devemos ser racistas e no ambiente que ele vive, no que ele vê e ouve e lê e vivencia, dentre as poucas vivências que ele teve até agora, fez conexões na sua cabecinha e já havia pensado que eu chamava o indivíduo daquele jeito por causa da sua cor. 

Então, eu expliquei: eu disse macaco porque eu quis dizer que ele está num estágio evolutivo inferior do que o do ser humano.... 

SERÁ???? 

ah...meu filho disse, você quer dizer que ele, sendo macaco, não poderia estar dirigindo... 
e eu respondi: é, foi isso que eu quis dizer! 

Nesse momento eu percebi a importância do cuidado no que se fala, dos excessos na fala, e quando uma fala sai, por pior que ela seja, ela deve ser esclarecida, pois o interlocutor pode ter uma interpretação muito diferente do que o que você pretendia dizer. 

Não que eu tivesse alguma razão de ter dito aquilo, mas, a intenção da minha fala era de desabafo e mesmo no desabafo, muito cuidado com o que se fala... 

Hoje começa mais uma semana...lembre-se...cuidado com o que se fala...o equilíbrio está no meio! 
Ótima semana para você.

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Reze todo dia: que nunca acabe a energia e nem a bateria...

...não sei onde isso vai parar...mas, para quem já assistiu Wall-E, naquela cena onde o casal de gordinhos se redescobre porque houve uma pane eletrônica no seu mundinho onde tudo era realizado pelas máquinas, eu lhes digo, estamos quase lá! 


Nesse final de semana, aniversário de 13 anos do meu filho mais velho, devido a chuva contínua, eu deixei ele, seu irmão de 8 anos e os amigos ficarem o tempo todo conectados em notebook, PS, X-Box, Ipad, Ipod, e outros dispositivos que nem sei o nome. 

Quando chegou segunda-feira eu baixei um decreto: é o seguinte, a partir de hoje só 1 hora de eletrônico por dia. Os meus dois meninos entraram de depressão, tédio profundo, uma sensação de que o mundo acabaria naquele dia e me disseram. Deixa eu ver se eu entendi (disse o caçula), você quer dizer uma hora em CADA? 1 hora de note, 1 hora de DS, 1 hora de Ipad...é isso mãe??? E eu disse: não filho, é 1 hora de eletrônico por dia e só!!!! Vi muita raiva em seus olhos e ele saiu de perto dizendo: Eu não queria ter uma mãe dessas!!! 

Daí, veja só: peguei o mais veho e fui levá-lo na dentista, chegando lá, enquanto aguardávamos na recepção, chegaram outras duas crianças, uma com a avó e um DS nas mãos, jogando alucinadamente, outra criança chegou com um notepad, também jogando, a mãe dela conectada no seu smartphone. Eu, dei uma folhada numa revista Veja da recepção e já fui ver o que tinha no meu Twitter, pois a revista não tinhas notícias atualizadas (era uma Veja daquela semana). 

Chegando em casa, no meu home office, já conectei meu note, meu Ipad e voltei a trabalhar, meus filhos, em estado de tédio porque não podiam fazer nada eletrônico; eu disse: vai ler um livro, vai jogar um jogo, vai brincar com Lego, vai ver os bichinhos da sua avó, vai dormir se não quiser fazer nada e eles saiam aborrecidos de perto de mim dizendo, é, você pode ficar conectada, porque nós não podemos???? 

Gente, é o seguinte: eu vou manter a regra (enquanto conseguir) de fazer com que meus filhos não fiquem o tempo todo nos eletrônicos. 
Eu sei que isso é quase impossível! 
Eles são da geração que não usa lápis e nem mouse! 
Eles não sabem escrever, a não ser o básico do Skype! 
Eles não sabem nem ler, a não ser as regras do jogo que pretendem jogar, e nesse caso, eles leem até em russo se for o caso! 
Eles mal fazem suas necessidades fisiológicas se estão no meio de um jogo! Seguram até chegar num check point ou no final da fase! 
Não lembram de comer... 
Mal piscam... 
Será que tudo se resumirá em olhos, dedos e cérebros? 

Mas....por trás de tudo isso tem ainda a tal da energia elétrica e as baterias que também precisam de recarga! 

Então, voltando ao Wall-E, eu acredito que não quero para os meus filhos o destino daquelas pessoas daquele filme....eu vou sim promover o quanto eu puder que eles não sejam dependentes desses artifícios eletroeletrônicos! Que eles ainda consigam conversar com pessoas reais, olhar árvores reais, passar a mão em animais reais, comer comidas reais, andar de bicicleta real, nadar, jogar bola, conversar, rir, brincar, ser feliz sem ser um avatar! 

Um dia, a energia vai faltar...eles tem que saber o que fazer nessa hora! 

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


O barco de pesca!

 Tem um barquinho que cabe uma pessoa, tem um remo, uma rede e um objetivo: pescar peixes para o sustento dele e da sua família. 

Ele vai ao mar e aparecem muitos peixes, mas, ele é PEQUENO, então, por mais que queira pescar todos aqueles peixes, ele não consegue.
Se ele tentar colocar no barco mais peixes do que sua capacidade, ele vai AFUNDAR!
Então, ele reflete: para eu poder pescar mais, tenho que me ESTRUTURAR! Preciso de mais RECURSOS, como: um barco maior, um motor, um sistema de rede eficiente, um sistema de armazenamento e resfriamento dos peixes, pessoas qualificadas para fazer o trabalho porque sozinho ele não conseguiria atender seus objetivos.
Ele vai atrás de prover toda essa estruturação, mas, eles não atenta a um pequeno detalhe:
SERÁ QUE ESSAS PESSOAS TÊM O MESMO OBJETIVO QUE ELE????
O que o move para essa novo projeto? Lembra do objetivo no início: "pescar peixes para o sustento dele e da sua família."
Se essas pessoas que trabalham com ele não tiverem esse mesmo objetivo...toda essa estruturação terá sido em vão...
Seja lá qual for o seu negócio, quantas pessoas trabalharem com você terão que ter o mesmo objetivo que você! Não quer dizer que ela só terá esse objetivo na vida dela, mas, em relação ao trabalho, TEM QUE SER O MESMO!
Uma pessoa só dá o melhor de si quando ela acredita que o objetivo deve ser alcançado!
Eu sou assim e você?

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com



Não há milagre!

Quando um problema acontece, antes dele, acontece uma causa, todos sabem disso, mas, poucos querem aceitar que essa causa está facilmente ligada a um problema de má gestão. Assumir que a má gestão existe exige uma força sobrenatural por parte dos gestores da organização, mas, eles preferem deixar para a equipe resolver o problema, afinal, ninguém quer o cliente cafungando no cangote.
Então, meu caro membro de equipe, se eu contratei você é para resolver problemas.
Esse mal gestor pensa mesmo que a gente faz milagre!
E eu não posso escrever assim quando eu termino a análise de causa: má gestão do gerente XYZ!
Então, aqui vai um aviso a você mal gestor, pare de achar que eu faço milagres...ou você assume sua responsabilidade, ou a gente vai continuar tentando fazer um processo de ação corretiva que vai de nenhum lugar para lugar nenhum...você finge que acredita e eu finjo que eu faço, então, o cliente finge que fica satisfeito e a gente segue a vida....quanta mediocridade!!!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Crescer dói

Há uns 6 anos atrás, meu filho que na época estava com 8 anos, começou a andar na ponta dos pés, parecia uma garcinha, perguntei o que estava acontecendo e ele disse que doía muito colocar o calcanhar no chão...
Como uma mãe neurótica que sou, já o levei na ortopedista infantil.
Ela pediu uma radiografia e quando eu vi a foto, SANTA MÃE DE DEUS! fiquei desesperada. A "bolota" do osso do calcanhar do meu filho estava partida ao meio, como se fosse um ovo com suas duas metades da casca, cheio de pontinhas irregulares. Gelei!
Também, quem manda tentar ler radiografia, se não estudou para isso?
A doutora explicou: "então mãe, o osso não está quebrado, ele se parte para se fortalecer e poder crescer mais forte! esse processo é necessário para seu filho ter ossos fortes que sustentem seu tamanho e esse processo é realmente doloroso, mas, isso não é uma doença, isso é comum e não há o que fazer, não é para tomar remédio, só evite esforços e atividades que sobrecarreguem essa região, é para esperar que vai passar, faz parte da natureza. É mãe, crescer dói!!!"

Essa frase "crescer dói" eu já usei muito com meus clientes.

Existem empresas que contratam consultores porque buscam atender a requisitos de clientes potenciais que "forçam" a implementação de sistemas de gestão de qualidade, ambientais, etc.
Mas...não tem noção do tamanho do negócio! E também não tem tempo para ficar estudando normas, padrões e legislações, por isso que nos contratam.
Então, quando a gente começa a mostrar a "fotografia do osso", o cliente se assusta e diz que é muita coisa, que não tem dinheiro para isso, será que precisa de tudo isso mesmo????
Não dá para fazer de conta que fez o que o cliente pediu? Não dá para comprar um certificado?

E eu respondo: "então, meu caro cliente, crescer dói, mas é necessário, é natural, não tem outro remédio, faz parte da natureza e se você fizer o que deve ser feito, logo você cresce e a dor vai passar!"

Não há como ir de um sistema inexistente para um sistema eficaz e eficiente sem passar por esse processo de crescimento. O maior desafio para o consultor não é convencer o cliente de que ele tem que fazer procedimento A ou B, monitoramento C ou D, comprar equipamentos E ou F, o maior desafio é fazer o cliente entender que sem passar por isso ele não atingirá os seus objetivos reais. Crescer nos negócios! Crescer no faturamento!

Sempre que eu for chamada para um projeto desses, vou dar o diagnóstico e já mostrar o que vai acontecer após o final do processo caso o plano de ação seja seguido. E o que dói em mim é ver que algumas empresas, depois de algum tempo, apesar da dor da transformação, resolveram deixar tudo de lado e voltar a zona de conforto...nesse caso, os ossos ficarão fracos e tenderão a quebrar...

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Uma doença que afeta as organizações: INDISCIPLINITE

Você sabe o que é disciplina?
De forma contextual trata-se do QUERER FAZER cumprir as regras, padrões, regulamentos e normas que foram definidos ou adotados pela organização (de forma voluntária ou imposta por força legal ou contratual).
Quando são cumpridas trazem os resultados positivos e as conformidades sobre o produto, o processo e o sistema da organização.

Você sabe quem se importa com a disciplina?
Quando eu estou inconformada com a situação eu digo: NINGUÉM
Mas, não vamos generalizar, talvez os lugares por onde eu tenho andado nos últimos 25 anos não sejam exemplo de boa disciplina. Quase sempre eu tenho ficada inconformada com a quantidade de INDISCIPLINITE que tenho visto....

As pessoas de dentro da empresa percebem que a empresa sofre de INDISCIPLINITE?
Sim. Sim. Sim. Elas percebem, identificam, até apontam as evidências dessa doença, mas, dizem que nada podem fazer porque O PODER DE MUDAR ESTÁ NAS MÃOS DE OUTRAS PESSOAS!

Agora eu preciso de um psicólogo, ou talvez até de um psiquiatra, pois acredito que essa doença não seja física, mas, sim mental!

Vamos então ao consultório, vamos fazer uma análise crítica da situação:
Pessoa A: Quem não cumpriu o padrão
Pessoa B: O analista (psiquiatra da organização)

B: Por que você viu que estava errado e não fez nada?
A: Então, eu vi, mas, não sou eu quem decido. Eu mostrei para o chefe e ele disse que não tinha problema, que era para ir assim mesmo...
B: E o seu chefe abriu um desvio da especificação?
A: Como assim?
B: Ele documentou, registrou que estava liberando fora do especificado? Assinou algum documento?
A: (risos nervosos)..."magina" você acha que ele vai se comprometer com isso?
B: E se esses produtos que foram liberados de forma não-conforme resultarem num problema lá no seu cliente?
A: Daí o cliente reclama e a gente faz a ação corretiva!
B: Mas, dessa forma não vai sair mais caro? Vai ter retrabalho, imagem degradada, custos de não-qualidade que poderiam ser evitados?
A: Vai, vai sim, mas, como eu disse O PODER DE MUDAR ESTÁ NAS MÃOS DE OUTRAS PESSOAS!

Agora o personagem B vai falar com o chefe que liberou.

Pessoa B: O analista (psiquiatra da organização)
Pessoa C: A pessoa que tem o poder

B: Após apresentações...pergunta: Você autorizou liberar o produto fora do especificado?
C: Não, eu não. Eu sempre avalio a situação, o risco e não estava fora do especificado...era uma tolerância que não afeta o cliente, eu conheço onde usa e sei que não vai dar problema.
B: Mas o cliente reclamou, não foi?
C: Reclamou de outra coisa, essa peça tem muitos outros problemas de qualidade.
B: E o que está sendo feito para eliminar essas não-conformidades?
C: Temos vários projetos de melhoria em andamento...blá...blá...blá....(15 a 20 minutos)....blá...blá...

Projetos de melhoria onde há não-conformidades??? NUSSS!! Essa dói!!!
Só se melhora o que é bom e conforme!
O que está não-conforme deve ser alvo de ação corretiva!

Além disso, não estamos levando essa conversa para a CAUSA DA INDISCIPLINITE!!!!

A causa está na inexistência ou falta de uso dos 3Fs...


FORÇA
FOCO

Fé: CRENÇA de que precisa ser feito, precisa ser cumprido, precisa ser seguido. Se eu não tenho crença, eu não acredito, eu não me importo, então eu não faço.

Força: ENERGIA vital para realizar. Arregaçar as mangas. Correr para atingir. "Deixa comigo!". "Deixa que eu faço!", vamos resolver agora!!!! EU FAÇO!

Foco: Onde estou e para onde eu vou. Onde queremos chegar? Objetivos e metas! Estamos remando para onde? Está nítido para todos ou alguém precisa corrigir as lentes?

No contexto os 3Fs significam o seguinte:

“São me importa se não sou eu quem tenho o poder de mudar, eu vou sim promover a mudança, eu vou sim ter rigor, eu vou sim ter disciplina, eu vou sim aplicar os 3Fs eu vou sim mudar essa situação, eu vou sim trabalhar com conformidade, eu vou sim curar essa empresa, eu vou sim trabalhar com afinco, vontade, alegria, satisfação, EU TENHO DISCIPLINA PARA LEVAR ISSO A DIANTE!

Exercite os 3Fs, SÓ ELE VAI ELIMINAR A INDISCIPLINITE!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Por que existe a falha operacional?

Todo processo produtivo, especialmente o de montagem, onde a característica seriada é bem presente, os modos de falha são poucos, praticamente todos já conhecidos e bem repetitivos com uma ocorrência quase que padrão.


Partindo desses dados, pela minha experiência, gostaria de compartilhar uma visão que apresento nos meus treinamentos sobre os 8Ms do processo produtivo.

Se você pegar Máquina, Método, Meio-ambiente, Meio de controle e Material e deixá-los num nível de robustez adequado, onde suas variações sejam conhecidas e controladas, você estará protegendo a Mão-de-obra (mdo) de ser responsável pelas falhas do processo.

Então, uma vez que 5 Ms estão capazes, a mdo, mesmo que falhe, não há como a falha ir para frente, pois o M método detectará através de um sistema jidoka ou semelhante.

Voltando a responsabilidade da mdo.
Somente podemos afirmar que a falha foi da mdo em duas situações:

Competência ou Suficiência. 

No caso da competência, temos o famoso CHA e podemos prover Conhecimento, Habilidade, porém, a Atitude vai para o 7º M de Motivation.
Já já falaremos do 7º e 8º M.

No caso da suficiência, entramos numa conta básica de: com quantas mãos, fazemos quantas peças em quanto tempo? Se os 5Ms estão OK, isso significa que balanceamos a produção para fazer, por exemplo: com 2 mdo, 100 peças/hora.
Então, tudo balanceado, essas 2 mdo darão conta do recado...
Mas, alguém faltou, está doente, ou qualquer outra situação, então, teremos 1 mdo apenas e a conta é simples: 1 mdo não fará 100 peças/hora! E a gente força a barra e então a mdo falha!
Algumas pessoas poderiam dizer que esse lance da mdo é M método, mas, não é, essa questão de não respeitar o Método de cálculo da mdo é um problema do 8º M. O Management.

Vamos então ao 7º e 8º Ms.

Motivation. Tô prá ver a causa da falta ou baixa motivação ser mensurável. Não há pesquisa de clima que detecte isso, não há entrevista ou dados que nos deem uma causa de desmotivação que possa ser tratada de forma sistêmica. Minha recomendação aqui é gestão de pessoas. Um bom gestor de gente, partindo do princípio que ele também está motivado, contaminará sua equipe e manterá o ritmo do tambor. Quantas pessoas assim você conhece?

Management. Olha aí, o gestor de novo. Coitado, ele não está sozinho nessa...tem toda uma estrutura de gerenciamento em cima dele; se empresa nacional, do dono prá baixo, se empresa multinacional...pobre desse gestor, terá que engolir diretrizes, mandos e desmandos sem poder questionar e muito menos modificá-las. Não que ele tenha muito poder quando ele tem acesso ao dono, mas, vamos convir que poder falar com quem efetivamente manda é uma boa chance que temos de fazer a situação melhorar. 

Concluo resumindo com um log.

Se MDO suficiente = MDO não falha, porque quantidade planejada = recurso disponível
Se MDO competente = MDO não falha porque tem C(onhecimento) e H(habilidade)
Se Motivation = A(atitude) = gestor de gente efetivo e motivado
Se Management existe = gestor de gente com autoridade e responsabilidade efetiva
Se 5M = capabilidade OK então MDO pode falhar que não afeta produto.
Se 5M OK + 7M OK + 8M OK = MDO FELIZ E ALTAMENTE PRODUTIVA! 
Quero trabalhar aí!!!!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Você já tomou um choque?

Só conhece a importância de uma Lição Aprendida quem já tomou um choque na vida...você esteve numa situação onde sentiu dor, desconforto, risco de vida e então, aprende com aquilo e além de nunca mais fazer aquilo de novo, vai avisar a todos que estiverem na mesma situação para não fazerem tal coisa também...é assim que a Lição Aprendida funciona...quer saber mais? Participe de nossas formações de ação corretiva!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


A ação corretiva x a ação de melhoria

Sempre ouço pessoas dizerem frases como essa: "então, a causa raiz do problema ainda não foi identificada, mas por causa das investigações, já fizemos várias melhorias no processo!!!" 
Eu acredito que não se melhora o que está não conforme! 
Eu só posso fazer melhoria do que está conforme! 
Toda vez que eu melhoro uma coisa quer dizer que ela já era boa. 
Uma vez, quando eu trabalhava na empresa X, havia um diretor que ficava chocado com a equipe interna de melhoria contínua chamada de OTIMO! Ele ficava aterrorizado diante de tantos projetos de melhoria que não evitavam a recorrência dos problemas crônicos junto aos clientes e então ele dizia, extremamente irritado após mais uma apresentação de um ppt que ia de nenhum lugar para lugar nenhum e dizia uma frase que nunca mais esquecerei: "Vocês ficam aí querendo fazer o ÓTIMO, mas nem o BOM vocês conseguem fazer!".

Por detrás dessa frase eu entendi que só posso fazer melhor quando já tenho o bom!

Então, por favor, vamos colocar os bois na frente dos carros e conduzir as metodologias da forma correta. 
Quando uma não-conformidade existe = ação corretiva 
Quando uma conformidade existe = ação de melhoria 

Você não é obrigado a acreditar nisso, mas, eu acredito!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com

 


O bolo de cenoura!

Vamos refletir sobre como é a avaliação de um profissional se ele é competente ou não para uma determinada função. 

Tenho amigos e colegas que tem vivido situações do tipo: são contratados por recomendação (o famoso network) e, após um tempo que varia de 3 meses há 18 meses em média, são demitidos porque "não era bem aquilo que o contratante queria".... 

Vamos lá, eu queria uma empregada que soubesse fazer doces. 
Fui no network buscar candidatas. 
Recebi boas recomendações de uma moça, aqui chamada de Maria. 
Antes mesmo de eu contratá-la me disseram que ela sabe fazer um bolo de cenoura delicioso! 

Eu contrato a Maria, porque a fama dela é muito boa e eu preciso muito de alguém que saiba fazer bolo de cenoura delicioso! 

Me disseram que é cozinhar é sua especialidade, eu não vou ter que te explicar como, vou? E fazer doces? você sabe fazer, certo? Me disseram que você faz um bolo de cenoura delicioso, é verdade? Ótimo, então, vamos combinar que semanalmente, toda quinta, você fará um bolo para mim, ok? A meta está dada, o desafio foi lançado! 

Na primeira quinta-feira, quando eu saí de manhã, eu disse, lembre-se que hoje tem que fazer o bolo de cenoura, ok? 
Quando eu chego, o bolo não está feito. 
Quero saber por que. 
Maria disse que tentou me telefonar, mas, que eu não atendi e que não havia cenoura... 
Eu disse a ela que ela deveria ter visto isso antes, porque é básico para uma pessoa com a competência dela saber se os ingredientes estão disponíveis. 
Maria se desculpou e disse que isso não aconteceria de novo, me passou a lista de compras dos ingredientes. 

Na semana seguinte, quando chego na quinta-feira não tinha bolo de novo. 
O que aconteceu? Acabou o gás! 
Que coisa, Maria tinha que ter visto que o gás estava acabando...isso é básico para alguém com a competência dela e que foi contratada para isso. 

Na semana seguinte, quando chego na quinta-feira não tinha bolo de cenoura. 
O que aconteceu? Maria disse: o fermento estava vencido! 
Mas será possível, ela tinha que ter visto isso, afinal controlar as validades dos materiais é responsabilidade dela... 

Após algumas semanas de ajuste e aprendizado, eu comi o bolo de cenoura. 

Sabe o que eu pensei após comer o bolo: não era tão delicioso assim... 

Então, eu acho que a fama da competência da Maria de fazer um bolo de cenoura "nunca antes comido", era propaganda enganosa. 

Maria, sinto muito, mas, devido as circunstâncias do mercado, eu vou precisar encerrar o contrato. 
Obrigada e boa sorte! 

Vamos à reflexão: 

Qual é o problema dessa profissional? 
Ela era competente ou não? 
O que será que aconteceu, que apesar dela ter um excelente histórico de competência noutro lugar, quando chegou aqui, não deu certo? 
Qual é a credibilidade de quem indicou essa pessoa? 
E como ficará a situação dessa profissional a partir de agora? 
Será que eu irei falar bem dela se alguém me ligar pedindo referências? 

Qual sua opinião?

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Qual é a importância da "reprodução do defeito"?

Essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem e aqui vai o meu parecer a respeito: 
Quando você identifica causa(s) potencial(is) do problema, porém, não tem certeza sobre a sua relação direta com o efeito (relação causa-efeito), você precisa realizar alguns experimentos com as variáveis dos 6M (máquina, método, mão-de-obra, meio-ambiente, meio de medição, material) buscando os dados mais reais possíveis da possível combinação que resultou naquele efeito (o problema). Isso pode variar de 1 a dezenas de experimentos. Todos devem ser controlados e registrados. Mais de uma causa (combinações de experimentos) pode gerar o mesmo efeito, então, se você descobrir uma causa (validar através de reprodução do defeito) ou descobrir várias causas, sinta-se feliz: agora é só definir uma ação corretiva robusta para eliminá-la. Mesmo que futuramente esse problema se repita, NÃO PODERÁ SER PELA CAUSA QUE VOCÊ IDENTIFICOU (COM A REPRODUÇÃO DO DEFEITO) E ELIMINOU ATRAVÉS DA AÇÃO CORRETIVA. 
Se tiver algo a acrescentar sobre a reprodução de defeito, colabore! 
AH, ATENÇÃO!!!! NUNCA, NUNCA, REPRODUZA SITUAÇÕES QUE LEVARAM A ACIDENTES FÍSICOS HUMANOS!!!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


A competência de quem avalia competências

Quando você está procurando um emprego uma das coisas que você mais deseja é estar preparado para as entrevistas que surgirem. 

Daí, você estuda, lê e relê seu currículo mil vezes, cada palavrinha que você escreveu ali você formula um lindo discurso baseado em fatos e dados que comprovem a veracidade das informações; os cursos que você vez, você procura na sua memória evidências de boa aplicação e de bons resultados, ou seja, você domina o que vai falar para o entrevistado.

Daí, do outro lado, não 100% das vezes, mas, infelizmente na maioria delas, as empresas nacionais ou multinacionais colocam pessoas para lhe entrevistar sem a menor competência para isso.

Um exemplo:
A pessoa que está lhe entrevistando lhe pergunta se você sabe o que é uma banana.
Você, certamente, desde sua infância sabe o que é uma banana, já comeu várias e come sempre, prata, nanica, maçã, sabe dizer qual sua preferida, sabe receitas com banana, sabe tudo sobre banana.
A entrevistada, também sabe isso, então, ela tem discernimento para saber que você realmente é conhecedor do assunto, porque ela também conhece o assunto.

Outro exemplo:
A pessoa que está lhe entrevistando lhe pergunta se você sabe o que é uma banana de dinamite.
Aqui temos 3 alternativas de resposta:
1) Você é especialista em explosivos, sabe tudo sobre bananas de dinamite e dá um show de explicação.
2) Você imagina o que é e dá uma resposta "sanbarilovi" só prá não ficar mal na fita.
3) Você diz que não conhece a respeito, mas, que se a vaga requer conhecimento nisso você certamente aprenderá rapidamente tudo sobre banana de dinamite.

O entrevistador, se quiser perguntar sobre banana de dinamite, tem que ter o mínimo da competência necessária para lidar com as respostas 1, 2 ou 3 acima.

Se a resposta for a 1, no mínimo esse entrevistador tem que saber se é verdade o que foi explicado. 
E se o entrevistado respondeu a 2, o entrevistador tem que saber que o cara é um "embromeishan".

Concluindo, o motivo desse post é para deixar o seguinte recado:

Empresários de qualquer segmento ou porte, POR FAVOR, não seja cruel com os candidatos colocando pessoas desqualificadas para fazer as entrevistas. Se essa pessoa foi até sua empresa para ser entrevistada ela acredita que valerá a pena trabalhar para e com você, então, colabore! 

Coloque à frente do entrevistado uma pessoa que tenha competência para fazer um diagnóstico adequado em relação a perfil da vaga x candidato, para depois não gerar insatisfação das partes!

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com


Reunião diária que resolve!

Dentre tudo o que eu já vi em relação a MASP, DMAIC, PDCA, 8D, 5W+2H, FTA, ISHIKAWA, ETC E TAL...ferramentas, metodologias, procedimentos, diretrizes, blá...blá...

...eu afirmo com toda a minha fé de que a única atitude que realmente leva à solução de problemas de forma eficiente e eficaz é a bendita (ou maldita para muitos) reunião diária. 

O tal do olho no olho! 
A comunicação através dos órgãos dos sentidos: ver, ouvir, falar, tocar, cheirar, entre outros sentidos mais perspicazes relacionados à neuro-linguística.
O teti-a-teti.

A nossa habilidade de comunicação é posta a prova nessas reuniões:
A eliminação ou redução de ruídos.
A capacidade de convergir para interesses comuns.
A humildade de deixar as vaidades e interesses obscuros de lado.
A capacidade de ser visto por causa de suas boas ações.

Toda vez que eu aplico treinamento em QRQC eu "gasto" muitas horas falando disso...e infelizmente eu concluo que há ainda pouca maturidade para fazer a sistemática fluir nesse sentido: A reunião diária que resolve!

Quer tentar?

Claudia Ferrari - claudia.ferrari27@gmail.com

logo virão outros...